Editorial

O portal da Rede de Espaços Internet, rede informal dos telecentros portugueses, foi criado pela UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP em 2006, na sequência do Iº Encontro Rede de Espaços Internet realizado em Lisboa com colaboração do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento.

A criação dos primeiros telecentros em Portugal remonta aos finais dos anos 90, com os projetos-piloto das Cidades Digitais (1998-1999), a que se seguiu, entre 2000 e 2003, a abertura de novos Espaços Internet em Autarquias apoiada pelo Programa Operacional Sociedade da Informação.

Inscrevendo-se num movimento global crescente de mobilização dos telecentros como plataformas para o desenvolvimento social, o funcionamento dos Espaços Internet (ver Espaços Internet em Portugal em Google Earth) apoia-se no trabalho de um elevado número de instituições e entidades que por todo o território nacional disponibilizam e promovem o acesso às Tecnologias de Informação e da Comunicação, de forma livre e gratuita.

Proporcionados por Autarquias, Juntas de Freguesia, Bibliotecas Municipais, Instituições de Solidariedade Social, Centros de Inclusão Digital, Coletividades de Cultura e Recreio, entre outras, os telecentros e Espaços Internet são assim locais ao serviço da inclusão, da partilha de conhecimento e da criação de valor humano através das TIC. Muitas destas instituições desenvolvem um trabalho de grande importância em prol da inclusão digital dos cidadãos ou da inclusão social através das tecnologias digitais, oferecendo a estes formação específica na área das TIC, suportados por equipas de monitores, formadores e facilitadores. Os Espaços Internet podem ainda oferecer aos cidadãos uma certificação de competências básicas em TIC através do programa DCB - Diploma de Competências Básicas em TIC.

No portal da Rede de Espaços Internet, os monitores e formadores podem publicar notícias sobre as suas iniciativas bem como conteúdos úteis contribuindo assim para a troca de experiências e a mutualização do conhecimento. Podem ainda divulgar as actividades que organizam em torno da cidadania e da cultura digital através da opção calendarização de eventos.

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José Augusto Pedras Bandeira dos Santos

Espaço Internet: Biblioteca Municipal de Barcelos

jbandeira.bmb@cm-barcelos.pt

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Vicência Oliveira

Espaço Internet: Biblioteca Municipal de Góis

viceoliv@sapo.pt

Listar todos os monitores
07-Jan-2013    Escrito por FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Foi publicada recentemente em Diário da República a Resolução do Conselho de Ministros (nº 112/2012 de 31 de dezembro) que aprovou a Agenda Portugal Digital. Integralmente vocacionada para a consolidação da cultura digital no nosso país, a Agenda Portugal Digital (em pdf) vem formalizar um conjunto de objetivos nacionais para este setor, objetivos que se pretendem ambiciosos embora alcançáveis, para o próximo triénio (2013-2016).

Os tópicos mais relevantes desta Agenda Digital nacional convergem assim com a compreensão da necessidade inequívoca de acelerar os ritmos da inclusão digital e do acesso à cultura digital (com o assentamento de infraestruturas de comunicação - nomeadamente a generalização do acesso a redes de Banda Larga - e a compreensão integrada das tecnologias da informação por parte dos cidadãos, indivíduos e famílias, como por parte das organizações, públicas ou privadas), tentando contrabalançar os ainda baixos níveis de literacia digital da população portuguesa expressos, por exemplo, no número de cidadãos que nunca usou a Internet, 41% segundo um estudo recente publicado pelo Observatório Europeu de Infraestruturas Digitais disponível para consulta em www.enventory.eu.

E como se deseja que 2013 seja mesmo o ano da Inclusão digital, a equipa da Rede TIC & Sociedade da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, IP., aproveita o espaço editorial da Rede de Espaços Internet para divulgar dois importantes eventos que vão decorrer em simultâneo, já no próximo dia 16 de janeiro de 2013.

O primeiro é o Workshop Competências Digitais e Empregabilidade, que se irá realizar em Lisboa, na Representação da Comissão Europeia em Portugal, no Largo Jean Monnet (programa em pdf). Co-organizado pela FCT, IP., e pela Comissão Europeia, o evento irá abordar a temática das «Competências digitais na ótica do Emprego e da Inovação», pretendendo funcionar como um Fórum aberto à participação de todos. Nesse sentido, a organização deste Workshop promoveu o lançamento de uma plataforma de discussão que poderá ser acedida por todos os que desejem participar no debate em: daa.ec.europa.eu/group/32.

O segundo evento associado às práticas do Digital também com o apoio da Comissão Europeia e do CIEJD - Centro de Informação Europeia Jacques Delors, em colaboração com a APG - Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas e com a Rede Nacional PT PT Learning Working Group, irá decorrer no Instituto Politécnico de Tomar, desta vez com uma orientação para as temáticas da Aprendizagem ao Longo da Vida. O papel e o potencial das Redes Temáticas digitais de Aprendizagem, o «Estado da Arte» em matéria de E-Learning em Portugal e na Europa, tendo como pano de fundo a Estratégia Europa2020 que visa oferecer um conjunto de oportunidades e de apoio financeiro ao desenvolvimento de projetos nessas áreas, finalmente, um balanço dos processos de «reconhecimento e certificação de aprendizagens informais e não formais» serão os temas em discussão. O programa deste seminário em pdf poderá ser acedido aqui.

2013 começa assim com um conjunto de iniciativas importantes de que vale a pena tomar nota. Do corpo legislativo agora publicado espera-se que, saindo da esfera das intenções, possa concretizar-se em novas medidas e projetos, nomeadamente o muito desejado alargamento da oferta de certificação de competências informais em TI, estratégia importantíssima que acompanha a requalificação dos cidadãos numa perspectiva inclusiva e democrática. Também nesse campo particular ainda há muito caminho a percorrer, porquanto 12 anos volvidos sobre o lançamento da iniciativa do Diploma de Competências Básicas em TI (DCB, criado ao abrigo do Decreto-Lei nº 140/2001), ainda não se atingiu entre nós o milhão de concidadãos com competências digitais básicas publicamente reconhecidas e certificadas.

Espera-se ainda que o novo quadro legislativo da Agenda Portugal Digital possa criar um cenário propício a um reforço da coordenação inter e intra-ministerial com vista à concretização de medidas que enraízem de facto o Digital entre nós, em consonância com o reforço da responsabilidade partilhada da informação e da comunicação a partir de serviços públicos digitais eficazes, amigáveis e confiáveis (imprescindíveis em setores chave como Finanças, Emprego, Educação, Justiça, Saúde e Segurança Social), com a promoção mais consistente da utilização de software livre, cujo uso em Portugal é ainda francamente residual, alinhando-se estes objetivos com o desenvolvimento de uma economia digital, criativa também, que não menospreze os interesses da cultura e da língua portuguesas (repensando também o seu valor de exportação, por exemplo, no quadro das relações com os Países de Língua Oficial Portuguesa).

E porque a Inclusão Digital é sinónima de Acesso Aberto, a presente Resolução não esquece o importante estímulo a dar ao reforço da digitalização em massa de conteúdos de utilidade pública, espólios patrimoniais e de arquivo, que são meios não só da divulgação e da investigação como da preservação da memória do nosso país.

Todos estes aspetos são relevados no importante documento que constitui, muito pela positiva, a Agenda Portugal Digital.

 

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